Feeds

6 razões para usar feeds

Publicado em Tempo de leitura: 3 minutos

Os feeds são um formato de dados utilizados para sinalizar e distribuir conteúdos que são actualizados com frequência (como acontece com os blogs). Por sua vez, os serviços que permitem a subscrição de feeds são designados por agregadores de feeds. Na prática, ao subscrever o feed de um blog, o utilizador recebe, no seu agregador de feeds, uma notificação sempre que um novo artigo é publicado.

Se ainda não utiliza os feeds para compilar e organizar o fluxo de informação que é relevante para si, veja quais são, na minha opinião, as 6 razões para usar e abusar deles.

1. Os feeds não estão mortos

Em Março de 2013, a Google informou que iria descontinuar o seu agregador de feeds, o Google Reader, por considerar que o número de utilizadores desta aplicação estava em declínio e muitas pessoas acreditaram, de facto, que este era o início do fim. No entanto, o anúncio da Google e o descontentamento dos utilizadores de feeds fomentou um renovado interesse pelos feeds que se materializou no refresh de aplicações já existentes mas sobretudo no lançamento de novos produtos.

2. Toda a informação é guardada na nuvem

O primeiro agregador de feeds que usei era um programa instalado no meu computador pessoal. Deste modo, se estivesse fora de casa, via-me impossibilitado de aceder ao meu “centro de informação”. A partir do momento em que os agregadores de feeds passaram a estar disponíveis na World Wide Web, deixamos de armazenar os feeds no disco rígido do nosso PC e tornou-se possível consulta-los não só em qualquer lugar, mas também com diferentes tipos de dispositivos (onde obviamente se incluem os tablets e os smartphones). Foram, inclusivamente, desenvolvidas várias apps para iOS e Android com o objectivo de optimizar a experiência do utilizador.

3. Rapidez e organização

Sigo mais de duas centenas de blogs e, com os feeds, posso acompanhar, de forma bastante rápida e cómoda, a publicação de novos artigos num único local. Em primeiro lugar, dou uma vista de olhos nos títulos dos artigos publicados; se algum destes títulos me parecer interessante, consigo pré-visualizar o conteúdo do artigo e só preciso de sair do agregador de feeds se achar que é realmente necessário ou relevante visitar a página do artigo.

Por outro lado, a possibilidade de organizar os feeds em pastas facilita imenso a consulta. De facto, é mais fácil ver, por exemplo, 150 títulos de artigos repartidos por uma dezena de pastas do que uma única pasta com os mesmos 150 títulos. E se, num determinado momento, quiser ler artigos sobre uma determinado assunto, a tarefa será mais fácil se os feeds estiverem devidamente organizados por assuntos/pastas.

4. A ausência de algoritmos

Cada vez mais, o que vemos nas redes sociais é determinado por equações complexas (os algoritmos) que analisam o comportamento do utilizador com o objectivo de filtrar os conteúdos que ele escolheu receber. Atualmente, as principais redes sociais tem um porque senão iria haveria demasiado ruído e o interesse dos utilizadores mas também das marcas iria diminuir. Por outro lado, os feeds conferem ao utilizador um controlo absoluto do seu fluxo de informação. Não há filtros ou conteúdos “escondidos”.

5. A possibilidade backups

Compilar e organizar dezenas ou centenas de feeds requer, obviamente, algum tempo e dedicação mas o resultado final será, sem dúvida, um bem extremamente valioso para o seu utilizador. Agora imagine que, por qualquer motivo, toda esta informação é perdida… Recomeçar tudo de novo seria, com certeza, uma tarefa inglória. Na realidade, seria provavelmente impossível lembrar-se de todos os feeds que tinha subscrito anteriormente. Felizmente, é possível fazermos um backup dos nossos feeds através da criação de um ficheiro OPML. Para tal, basta procurar nas definições do seu agregador de feeds a opção “Exportar” ou algo equivalente. Para restaurar um backup, procure a opção “Importar”.

6. Evita a procrastinação causada pelas redes sociais

Quantas vezes não fomos, por exemplo, ao Facebook para ver um determinado conteúdo (algo que demoraria somente 2 ou 3 minutos) e acabamos por deambular pelo nosso newsfeed por 15, 30 ou mais minutos? Sim, é verdade. Todos nós já passamos por esta experiência e, no final, apercebemo-nos de que nos limitamos a ver, maioritariamente, conteúdos sem grande interesse informativo. As redes sociais são um espaço privilegiado para a partilha de conteúdos e, obviamente, parte desse conteúdo pode ser relevante e informativo, mas quando se pretende um acesso mais controlado e metódico à informação os feeds parecem-me uma opção mais adequada.

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